Assim era ela, exalava verdade. Parecia uma santa, mas quando fora de
todos os olhos soltava a sua devassa interior, que por sinal como era
loucamente intensa.
Ela ia do puro ao erótico.
Uma versão de menina mulher de arrepiar.
Dona de um veneno interessante.
Era impulsiva.
Poemas derretiam o seu coração duro.
Sua palavra era sentimento, procurava só a loucura sem amor. Mas sabia
que o bom era amar loucamente, sem freio, sem medo e poder se viver de paixão.
Sonhou por toda uma vida em ouvir de alguém:
"Eu te amo isso basta"
Foi o que lhe faltou.
Para ela o aposto do amor não era o ódio, mas sim a indiferença.
Sempre se pega o mentiroso, mas nunca a pegaram, pois não tinha o que
ser pego.
Ela tentou sempre que pode se desviar do mal e sempre fez o bem.
Em uma mistura de ternura e indiferença, beleza e estilo, inteligência e charme, ela dizia para que veio.
No fundo ela era o que não parecia ser e isso surpreendia!
E vivendo em um mundo onde o "por um triz" imperava de maneira
covarde, sabia que uma vida gasta cometendo erros, era mais útil que uma vida
gasta sem fazer nada.

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